Incansáveis, foliões da resistência brincam até os primeiros raios de sol

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Foto: Peu Ricardo/PCR

A noite da terça-feira de Carnaval tradicionalmente é responsável por dividir os foliões em duas categorias: os que brincam e os que não cansam. A Terça-feira Gorda se transforma em Quarta-feira de Cinzas, o dia amanhece e um grupo de pessoas parece não aceitar o fim da folia.

No Carnaval do Recife deste ano não foi diferente. O maestro Spok, depois de sua apresentação no palco do Marco Zero, organizou o “orquestrão” para dar início ao show que também homenageia os grandes nomes do frevo de Pernambuco. E, por volta das 5h da quarta-feira, desceu ao chão e arrastou os últimos foliões pelas ruas do Bairro do Recife.

Dentre os homenageados por Spok e os demais músicos, estavam os maestros Duda, Clóvis Pereira, Edson Rodrigues, Ademir Araújo, dentre outros.  E a regra durante a apresentação foi apenas uma: tocar muito frevo. O “orquestrão” encerrou a apresentação com todos os convidados da noite cantando juntos no palco “É de fazer chorar”, lamentando a chegada da “quarta-feira ingrata”.

Mas para os guerreiros da folia, ainda não havia terminado: o arrastão encerrou o Carnaval de 2020, com Spok, acompanhado dos músicos, liderando os foliões incansáveis pelas ruas históricas no entorno do Marco Zero. “Quem não aguenta vai dormir!”, bradou o maestro antes de seguir caminho.