O melhor Carnaval de rua do Brasil só acaba depois do raiar do sol

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Ao som do frevo e sob a regência do maestro Spok, foliões incansáveis brincaram até o amanhecer no Marco Zero Fotos: Anderson Stevens/PCR

A festa só acaba quando o dia amanhece na Quarta-feira de Cinzas. É assim no Carnaval do Recife, com um verdadeiro arrastão do frevo, acompanhado por aqueles foliões guerreiros do passo e da alegria que não querem que a fuzarca acabe. Só quando o Orquestrão comandado pelo maestro Spok desceu ao solo do Marco Zero, já às 6h da manhã, para arrastar os últimos brincantes num grande cortejo pelas ruas do Bairro do Recife, foi o momento de se despedir do querido ritmo pernambucano.

Antes, ainda na grande orquestra, o público pode conferir as performances de grandes nomes como os maestros Clóvis Pereira, Edson Rodrigues, Duda, Ademir Araújo, Forró e artistas como Belo Xis, Gerlane Lops, J. Michiles, Victor Camarote, Nena e Ylana Queiroga, Flaira Ferro, André Rio, entre outros.

Orquestrão reuniu grandes maestros e cantores ligados ao frevo pernambucano

Mais cedo, o palco do Marco Zero contou com apresentações de peso. Assim que Elba Ramalho encerrou sua participação no Carnaval do Recife 2019, o Maestro Spok foi anunciado e logo tomou conta do espetáculo. A abertura foi realizada com “Vassourinhas”, fazendo o público incansável gritar nos primeiros acordes e pular no ritmo da música.

Em seguida o maestro emendou com “Parabéns a você” para a Escola de Frevo do Recife, que completou 23 anos de existência nesta terça-feira (6), valorizando a força da nossa cultura. A passarela em frente ao palco contou com 20 passistas da escola.

“Para mim o momento mágico do Carnaval sempre é o encerramento. Todos os mestres do frevo estão por aqui, além dos convidados, muitos que não se veem ao longo do ano se encontram aqui, então é uma celebração muito bonita”, disse Spok.

No palco o maestro falou para o público: “Hoje completamos 15 anos do lançamento do nosso disco ‘Passo de Anjo’, que abriu portas para o frevo no mundo inteiro”, relatou, emendando com a música homônima. Pouco depois, o primeiro convidado da noite foi chamado. Antônio Nóbrega, multiartista pernambucano, dançou e cantou canções de Capiba como “Cala a boca menino”; “Juventude Dourada”; “Trombone de Prata”; e “Oh, bela”.

Tânia Alves foi outra convidada de Spok para se apresentar com a sua orquestra. A atriz e cantora, filha de pai pernambucano, começou com “Voltei, Recife” e continuou com “Bloco do Prazer”; “Evocação Nº 1”, de Nelson Ferreira, entre outras. “Tem uns anos que cruzei com Spok nessas andanças da vida e depois perdemos contato. Daí, vim fazer um espetáculo aqui no Recife e consegui que um amigo o convidasse para assistir à peça. Ele foi e me chamou para fazer algo nesse Carnaval”, explicou Tânia.