Noite alternativa e de muito manguebeat no Polo da Várzea

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O polo da Várzea ficou lotado nesta segunda-feira (12). Não podia ser diferente. As bandas Eddie, Academia da Berlinda e Nação Zumbi no mesmo palco, levaram o público ao delírio. Com os sucessos que marcaram toda uma geração a galera pulou e cantou do início ao fim dos shows.

Com seu blues, samba, frevo e surf music, a banda Eddie trouxe para o espetáculo além de sucessos conhecidos do público, o repertório do sexto disco Morte e Vida, uma releitura particular segundo a banda, do renomado Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto. Canções como “Queira Não”, “Quebrou, saiu e foi ser só” e “Carnaval de Bolso” foram algumas das músicas apresentadas, sem esquecer de “Pode Me Chamar, Ela Vai Dançar e Desequilíbrio”, sucessos do grupo.

Segunda banda a se apresentar na noite, Academia da Berlinda não deixou o público descansar. Ao som de “Fui Humilhado, Cumbia de Praia, Dorival” e muitas outras, a plateia cantou, pulou e dançou. A família Andrade era uma delas. Como todos os anos os pais Rivaldo e Michele Andrade, moradores do bairro, levaram as filhas Melissa e Alana, para curtir as festividades. “Já é tradição trazer nossas filhas aqui e ficamos felizes porque as atrações são sempre ótimas. A cada ano superam nossas expectativas”, comemorou Rivaldo.

Mas quem levou o público ao êxtase foi Nação Zumbi. Última banda a se apresentar na noite, o quinteto – formado por Du Peixe, Lúcio Maia, Alexandre Dengue, Pupillo e Toca Ogan, relembrou os grandes sucessos e apresentou seu novo CD Radiola NZ, uma reinterpretação de obras de cantores e compositores como Gilberto Gil, David Bowie e Roberto Carlos.  “Não há dinheiro que pague e Refazenda” foram algumas das canções que embalaram o penúltimo dia de Carnaval dos foliões.